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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MWC 2016 - Nokia voltará ao mercado de smartphones e anuncia investimentos no 5G.


Além da LG e da Samsung, que anunciaram o G5 e os Galaxy S7 e S7 Edge, respectivamente, a Nokia realizou uma conferência pré-MWC neste domingo (21) na qual falou sobre seus planos para 2016. Muita gente esperava para a revelação de um novo smartphone totalmente desenvolvido pela companhia, após sua divisão mobile ter sido adquirida pela Microsoft em 2013. Contudo, isso não aconteceu. 

Só que a empresa sediada na Finlândia e pioneira na indústria de celulares não deixará esse mercado tão cedo. Pelo menos de acordo com Rajeev Suri, CEO da Nokia, que mesmo sem um cronograma definido, confirmou que a entidade voltará a vender telefones inteligentes no futuro. 

"Não temos uma previsão, e nem estamos com pressa. Isso pode acontecer em 2016, como também pode acontecer depois", disse o presidente executivo. Ele ainda reformou de que novos smartphones da Nokia só serão possíveis com a ajuda de "parceiros ideais". Na prática, isso significa que a Nokia não seria responsável pela fabricação dos aparelhos, se limitando a licenciar sua marca na produção desses dispositivos. 

Suri também reiterou que a companhia acredita ter potencial suficiente para causar impacto no mercado de smartphones, mas que não pretende assumir riscos que comprometam a qualidade de seus futuros produtos. "Queremos estar em uma posição onde podemos criar os aparelhos em questão e tomar as atitudes apropriadas caso eles não atinjam as expectativas", declarou. Por conta disso, o CEO sugeriu que a Nokia pode investir em dispositivos da categoria "premium", em vez de se focar em gadgets intermediários ou de baixo custo. "Acreditamos que este é um modelo de negócios rentável". 

Perguntado se a Nokia consideraria a Foxconn como uma de suas possíveis parceiras, Suri disse que ainda é muito cedo para saber. Vale lembrar que a fabricante chinesa, atual responsável pela fabricação dos iPhones, foi responsável pela produção do tablet N1, anunciado em novembro de 2014 e que roda uma versão do Android baseada no launcher Nokia Z. 

Internet das Coisas e 5G 


Embora o lançamento de um novo celular não tenha sido "a maior coisa que você já viu", prometida num teaser divulgado na última semana, a Nokia anunciou grandes novidades para o setor corporativo. Uma delas é a criação de um fundo de US$ 350 milhões para investir em Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). O fundo será administrado pelo grupo Nokia Growth Partners e investirá primeiramente em empresas que desenvolvam tecnologias com base nesse conceito, incluindo produtos como carros conectados, saúde digital, big data e analytics.

Rajeev Suri, CEO da Nokia, durante conferência na MWC 2016. (Foto: Stephen Lawson/PC World)

Outra área de atuação da Nokia será na quinta geação de internet móvel. De acordo com Suri, é preciso começar desde já o desenvolvimento e ampliação da tecnologia pois ela será o motor da adoção da IoT no mundo todo. "Vamos aumentar drasticamente nossos investimentos em 5G neste ano e libertar o poder de nossa gigantesca máquina de inovação", destacou. A previsão do executivo é que as primeiras implementações comerciais já façam uso do 5G a partir de 2017. 

Para mostrar que está comprometida com a quinta geração, a Nokia anunciou o AirScale, um ecossistema de redes e que poderá justamente ser parte da rede móvel de dispositivos que operam na IoT. Ele é compatível com redes 2G, 3G, TDD-LTE, FDD-LTE, LTE Advanced, LTE Advanced Pro, e será com a 5G. Além disso, a novidade pode se adaptar às futuras frequências liberadas por órgãos reguladores em diferentes países e usa 60% menos energia que os equipamentos antigos, uma vez que toda a gestão é baseada em nuvem por meio de data centers com a solução Nokia Airframe. 

Também há uma variante dessa tecnologia, a chamada AirScale Wi-Fi, que agrega redes Wi-Fi às redes móveis do AirScale tradicional. As velocidades de acesso podem chegar até 1 Gbps, e o produto é voltado para empresas que prestam algum tipo de serviço móvel, mas que não possuem um espectro licenciado. 

O foco na quinta geração é fruto da fusão com a francesa Alcatel-Lucent, companhia especializada em telecomunicações e tecnologias de equipamentos de rede da qual a Nokia assumiu o controle no início deste ano por US$ 16,6 bilhões. Segundo o presidente executivo da finlandesa, o processo de fusão entre as duas empresas está acontecendo de forma eficiente, e que o grupo já oferece a seus clientes produtos do novo portfólio. Por fim, a Nokia também anunciou a aquisição da Nakina Systems, entidade canadense que desenvolve soluções de segurança em redes. O valor da transação não foi divulgado.

Fonte: CanalTech

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

FACEBOOK QUER ABRIR MERCADO BRASILEIRO DE TELECOMUNICAÇÕES.






A unidade brasileira do Facebook, de Mark Zuckerberg, enviou ao Ministério das Comunicações suas propostas para mudanças regulatórias dos serviços de telefonia no país, nas quais criticou a possibilidade de uma eventual regulação dos aplicativos de Internet ao mesmo tempo em que defendeu uma maior desregulamentação sobre as operadoras de telecomunicações; em sua manifestação, assinada pelo diretor Bruno Magrani, a empresa defendeu que "não há nenhum racional jurídico para estender aos serviços de aplicativos a estrutura regulatória aplicável às prestadoras de serviços de telecomunicações"; serviço de mensagens do Facebook já faz ligações gratuitas.

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A unidade brasileira do Facebook enviou ao Ministério das Comunicações suas propostas para mudanças regulatórias dos serviços de telefonia no país, nas quais criticou a possibilidade de uma eventual regulação dos aplicativos de Internet ao mesmo tempo em que defendeu uma maior desregulamentação sobre as operadoras de telecomunicações.

O documento faz parte de uma consulta pública encerrada na semana passada que tem como objetivo chegar a um novo marco regulatório das telecomunicações. A ideia é atualizar as regras das concessões de telefonia fixa e incluir nesse marco regulatório os serviços de banda larga.

Em sua manifestação, assinada pelo diretor de Relações Institucionais do Facebook, Bruno Magrani, a empresa norte-americana defendeu que "não há nenhum racional jurídico para estender aos serviços de OTT (aplicativos) a estrutura regulatória aplicável às prestadoras de serviços de telecomunicações".

"No entanto, isso não significa que a atual estrutura regulatória deva ser mantida. Pelo contrário: os encargos regulatórios para as operadoras de telecomunicações poderiam ser reduzidos", disse a empresa.

Executivos de algumas das principais operadoras de telecomunicações do país têm defendido uma regulamentação mais rígida de serviços de Internet como WhatsApp, aplicativo de mensagens do Facebook, ou do serviço de vídeos online Netflix, alegando que essas empresas utilizam a infraestrutura das operadoras para oferecerem produtos semelhantes, sem ter os mesmos encargos regulatórios e tributários.

Nos últimos meses, executivos das operadoras também vêm defendendo em vez de uma regulamentação dos aplicativos de Internet, uma menor regulamentação dos próprios serviços de telecomunicações. A manifestação do Facebook vem assim ao encontro desse pleito das operadoras.

Atualmente, os serviços de OTT são considerados serviços de valor adicionado, não se confundindo com serviços de telecomunicações, de acordo com a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), e, por isso, não têm as mesmas obrigações das operadoras de telefonia.

"Essa contribuição defende que a abordagem regulatória mais adequada para os serviços de OTT é manter esta definição e, ao mesmo tempo, garantir uma desregulamentação progressiva dos serviços de telecomunicações", disse o Facebook, completando que dessa forma se atingiria a "simetria regulatória" pleiteada pelas operadoras.

Um grupo de trabalho criado pelo Ministério das Comunicações deve apresentar até o fim de janeiro as propostas que abordarão diferentes cenários para a regulação do setor, considerando as manifestações recebidas por empresas e organizações de defesa do consumidor, da inclusão digital, entre outras.

Fonte: Brasil247