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sábado, 30 de janeiro de 2016

Dominação dos robôs no futuro? Ex-"Caçadores de Mitos" não acredita nisso.

O medo de que os avanços na robótica e inteligência artificial (IA) tragam problemas para a humanidade é um tema recorrente. Veteranos da ciência como o físico Stephen Hawking e o fundador da SpaceX, Elon Musk, já emitiram alertas sobre isso. Para Grant Imahara, engenheiro especializado em robótica e ex-membro do programa "Mythbusters - Caçadores de Mitos", esse temor é real, mas até certo ponto.
"Acho que eles estão pegando alguns de nossos empregos. Até esse ponto, seria para usos muito perigosos para humanos, como limpar usinas nucleares. Então, os robôs dominando não é um cenário em que acredito, ou que eu prefira. Mas acho que precisamos de mais pesquisa em IA. Porque sei que se muitas pessoas espertas estão preocupadas com isso, eu também deveria estar", disse Imahara para jornalistas antes de sua apresentação na Campus Party, no Anhembi, em São Paulo, nesta quarta-feira (27). 
Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial estima que mais de cinco milhões de empregos serão eliminados até 2020 como resultado do desenvolvimento em genética, inteligência artificial e robótica. Também na quarta-feira (27), cientistas disseram que criaram um programa de computador que supera um humano no jogo de tabuleiro Go, o que foi considerado um novo marco do gênero.
Divulgação
Grant Imahara (de azul) e demais membros da equipe de desenvolvimento do dróide R2-D2 em "Star Wars"
Imahara veio ao país para falar um pouco de sua experiência em unir engenharia elétrica e entretenimento. Além do "Caçadores de Mitos", trabalhou na Industrial Light & Magic produzindo efeitos práticos para filmes como "Matrix Reloaded", "O Mundo Perdido: Jurassic Park", "O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas" e no desenvolvimento do dróide R2-D2 na segunda trilogia de "Star Wars".
"Nos primeiros filmes havia um robô de duas pernas controlado por um humano [o ator anão Kenny Baker) e outro com três, por controle remoto. Mas na época a radiofrequência era horrível, e era comum que eles fossem correndo do nada até uma parede. Para a trilogia nova, fizemos vários modelos R2-D2. Alguns eram mais lentos, para acompanhar os atores andando, e outros mais rápidos", explicou.
Divulgação
Grant Imahara mostra o coelho da Energizer desenvolvido por ele, que levava 44 pilhas AA em seu bumbo
O engenheiro também tem as batalhas de robôs como hobby; criou um chamado "Deadblow", que usa um martelo pneumático como arma, e que foi usado no programa de TV americano "Battlebots". Além disso, participou do desenvolvimento da segunda geração de coelhos dos anúncios das pilhas Energizer. O suposto coelho de brinquedo da Energizer na verdade tinha uns 60 centímetros, por conta do aparato eletrônico dentro dele.
"Na primeira geração o bater do bumbo do coelho não era automático, era controlado por uma pessoa. E ele usava outro tipo de bateria. Quando me chamaram para a segunda geração, fizeram duas exigências: que o coelho batesse constantemente e que funcionasse de verdade com as baterias Energizer. Isso porque na geração anterior, usavam outro tipo de bateria e mostravam a Energizer só na edição final. Para contornar isso, tivemos que colocar 44 pilhas dentro do bumbo", descreveu.
Como dica para os jovens campuseiros, Imahara sugeriu que primeiro devam encontrar um "mentor". "No meu caso, era Tomlinson Holman, criador do sistema de som para cinemas THX. Quando era estudante, ele ensinava na minha universidade. Bati à porta dele e perguntei: 'posso ser seu assistente?' e ele disse: 'sim'. E foi assim que comecei", relembra.
Os fãs do apresentador não ficarão sem vê-lo nas telas por muito tempo, pois ele está começando a gravar um novo programa, ainda não anunciado, com seus ex-colegas Kari Byron e Tory Belleci, que como ele deixaram o programa em 2014. "Deverá estrear em breve, e será parecido com que fazíamos no 'Mythbusters'. Isso é tudo que posso dizer para vocês agora", disse.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Teremos celulares implantados até 2023, preveem especialistas.

Enquanto muitas pessoas pensam que wearables como smartwatches e smartbands são o futuro da tecnologia móvel para a década, especialistas do mercado afirmam algo bem diferente. Para eles, dentro de poucos anos nós não apenas vestiremos esses dispositivos – nós os teremos implantados dentro de nós. Os pesquisadores até mesmo têm data para isso: em torno do ano de 2023.
As previsões são resultado do World Economic Forum, uma conferência que ocorreu na cidade de Davos, Suíça, e reuniu mais de 800 estudiosos e executivos na tarefa de imaginar o que ocorrerá pelos próximos anos, com base nas tendências atuais. Como resultado, foram definidos vários “pontos de virada” para algumas das tecnologias. O ano de 2022, por exemplo, promete trazer uma enorme adoção da fabricação por impressão 3D, bem como da Internet das Coisas.
O que mais chama a atenção, por sua vez, é 2023. E isso não apenas por ser o ano com mais mudanças previstas, mas porque teremos a combinação de três grandes mudanças: a chegada das tecnologias implantáveis, o uso da visão como nossa interface e a presença de aparelhos tão poderosos quanto os supercomputadores atuais cabendo em nosso bolso.
Se você ficou perdido, não se preocupe. Os estudiosos explicam isso em maiores detalhes, dando até mesmo exemplos do que esperar:
“As pessoas estão ficando mais e mais conectadas a dispositivos, e esses dispositivos estão se tornando cada vez mais conectados aos seus corpos. Aparelhos não são mais apenas vestidos, mas também implantados em corpos, oferecendo comunicações, localização e monitoramento de comportamento e funções de saúde... Tatuagens inteligentes e outros chips únicos podem ajudar com a identificação e a localização. Dispositivos implantados provavelmente também vão ajudar a comunicar pensamentos normalmente expressados verbalmente através de um smartphone ‘embutido’, assim como pensamentos ou humores potencialmente não expressos ao ler ondas cerebrais e outros sinais.”

Prevendo o que ocorrerá pela próxima década

E aí, se impressionou com as previsões? E isso que estamos falando de apenas algumas delas. De fato, eles têm suas sugestões do que vai acontecer de 2018 até 2027, que inclui desde um crescimento nos serviços de armazenamento até a adoção da robótica e da inteligência artificial no nosso dia a dia.
Confira logo abaixo as previsões feitas por eles para os outros “pontos de virada” dos próximos anos:

2018

  • Armazenamento para todos

2021

  • Robótica e serviços

2022

  • A Internet das Coisas
  • Internet vestível
  • Manufatura e impressão 3D

2023

  • Tecnologias implantáveis
  • Usar o Big Data para decisões
  • Visão como a nova interface
  • Nossa presença digital
  • Governos e a Blockchain
  • Um supercomputador em seu bolso

2024

  • Computação onipresente
  • Impressão 3D na saúde humana
  • Uma casa conectada

2025

  • Impressão 3D nos produtos do consumidor
  • Inteligência artificial nos trabalhos de “colarinho branco”
  • A economia compartilhada

2026

  • Carros autônomos
  • Inteligência artificial na tomada de decisões
  • Cidades inteligentes

2027

  • O Bitcoin e a Blockchain
Novamente, é bom deixar claro que essas são apenas algumas das várias mudanças previstas por eles para os próximos tempos. Você pode conferir muitos outros números interessantes, bem como possíveis efeitos colaterais de todas essas mudanças para a sociedade, através deste artigo. É uma pena que ainda estejamos um pouco distantes de ver isso se provar realidade, então nos resta esperar para ver.
IMAGEN(S)

Memória que "aprende" poderia impulsionar supercomputadores.

Nova geração de chips de memória chamada memristor tem potencial para ajudar sistemas de inteligência artificial a entenderem dados complexos.


A medida que pesquisadores tentam desenvolver computadores mais complexos - que estejam mais próximos de simular como o cérebro humano funciona - um dos focos da pesquisa que também precisa avançar é a memória.
Chips existentes, hard disks e outras unidades de memória são ótimas em armazenar grandes quantidades de dados. Porém, uma nova geração de chips de memória chamada de memristor poderia levar a um passo mais longe. Ela poderia, por exemplo, ajudar sistemas de inteligência artificial do futuro que de fato entendam dados e façam maior proveito deles.
Os memristors (resistores com memória) poderiam ajudar computadores a "conectar os pontos". Entre as aplicações, identificar doenças ou ajudar carros sem motoristas a reconhecer objetos baseados em associações e probabilidades.
Segundo Alex Nugent, CEO da Knowm, tais chips são melhores quando usados em modelos de aprendizado de máquina para fazer previsões baseadas em padrões e tendências. Para isso, eles usam grandes pilhas de informações.
A Knowm é uma startup localizada no Novo México e uma das empresas trabalhando na tecnologia de memristor.
Os memristors da Knowm são desenhados para imitar os cérebros humanos, onde uma sinapse que liga dois neurônios fica mais forte na medida que um sinal é transmitido com frequência. 
De forma similar, o aprendizado e a retenção da informação nos circuitos do memristor são determinados pelo fluxo de dados.
A Knowm ainda não possui um chip do tipo totalmente funcional. Mas já apresentou kits de teste do protótipo para pesquisadores e acadêmicos onde, em cada um deles, o design do memristor podia ser imitado. O kit de teste inclui um chip com circuitos digitais análogos, pacotes de software e algoritmos.
Nugent explica que o atual memristor da Knowm é um “processador em aprendizado” que trabalha com CPUs, GPUs e outros processadores. 
Nessa área, a companhia tem como concorrentes grandes nomes, incluindo a HP.
A HP planeja usá-los em um novo tipo de computador chamado “The Machine”. Ela acredita que os memristors têm potencial para substituir tanto armazenamento e memória em computadores e está se associando com a SanDisk para fabricar os componentes. A SanDisk diz que seus memristors poderiam ser mil vezes mais rápido e duráveis que um armazenamento flash. 
Por sua vez, a Nugent acredita que memristors levarão a novos computadores que são melhores em aprendizado e para extrair valor em padrões de dados. "Aprendizado de máquina é possível nos computadores de hoje, mas não são eficientes e exigem muita energia", disse Nugent. 
No entanto, vale ressaltar que podem levar muitos anos até que os primeiros chips da arquitetura Knowm apareçam em produtos comerciais.

Ai você se depara com a ideia de que os computadores irão aprender a resolver problemas sozinhos. O que você acha disso???
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Robôs eliminarão mais de 5 milhões de empregos até 2020.

Relatório 'O futuro dos empregos' analisa o impacto dos avanços da genética, da inteligência artificial, da robótica e de outras tecnologias nos postos de trabalho.


Milhões de empregos são colocados em risco pela automação (Fonte: Reprodução/Thinkstock)

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, 18, pelo Fórum Econômico Mundial prevê que os avanços da genética, da inteligência artificial, da robótica e de outras tecnologias eliminarão mais de 5 milhões de empregos até 2020.
O relatório “O futuro dos empregos” mostra que na verdade serão cortados cerca de 7 milhões de empregos, mas outros 2 milhões de postos de trabalho serão criados como resultado dos avanços tecnológicos em 15 economias desenvolvidas e emergentes, incluindo o Brasil.
A pesquisa cobriu ao todo cerca de 1,9 bilhão de trabalhadores, ou cerca de 65% da mão de obra mundial.
O Fórum Econômico Mundial defende a ideia de que o fim dos limites entre as esferas física, digital e biológica equivale a uma Quarta Revolução Industrial. O tema também é apresentado em livros como “A segunda era das máquinas” e “A ascensão dos robôs”.
Ainda de acordo com a pesquisa, dois terços das perdas estarão relacionadas aos empregos administrativos e de escritório, sendo que “as funções de rotina em escritórios correm o risco de serem dizimadas”. Por outro lado, a previsão é de ganhos nos campos relacionados à computação, à matemática, à arquitetura e à engenharia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Cabine destacável pode salvar passageiros de queda de avião.

São Paulo – Um inventor russo propôs uma nova tecnologia para salvar passageiros de uma queda de avião: uma cabine destacável.

Cabine de avião destacável



Em vez de atingir o solo ou o mar junto com o restante da aeronave, o compartimento em que ficam os passageiros é ejetado e um paraquedas se abre para que ele pouse em segurança. 

Segundo o inventor, Tatarenko Vladimir Nikolaevich, isso pode acontecer durante qualquermomento: decolagem, aterrissagem ou no meio do voo. A cabine destacável conta também com boias que permitem um pouso na água, se necessário.

Na patente registrada por Nikolaevich, há um espaço para a bagagem. Com isso, as malas dos passageiros também podem ser salvas.

Segundo um levantamento feio pelo próprio inventor – com uma base de entrevistados não divulgada – 95% das pessoas estão dispostas a pagar mais para viajar em um avião com a sua tecnologia.

De acordo com o The Independent, a criação gerou controvérsia. Enquanto alguns acreditam que isso pode poupar vidas, outros questionam sobre os pilotos, que ficariam fora dessa cabine destacável, bem como sobre o ponto de impacto da aeronave desgovernada, que poderia ser um prédio ou uma avenida.

Como bem lembra a Wired, esse tipo de tecnologia de ejeção de passageiros já foi proposta, de maneira similar, pela Airbus, em 2013.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Conteúdo pornográfico pode influenciar o futuro da realidade virtual

Não é de hoje que sabemos que a indústria do entretenimento adulto está entre um dos fatores que determinam a forma como os consumidores adotam novas tecnologias. Embora a influência da pornografia sobre a recepção de dispositivos eletrônicas possa muitas vezes ser exagerada, especialistas indicam que uma quantidade significativa de pessoas leva esse tipo de conteúdo em conta na hora de decidir o que comprar. Agora, parece que isso pode afetar os óculos de RV.
De acordo com os analistas de dados da SimilarWeb, a ideia de filmes e softwares pornográficos em realidade virtual vem gerando bastante interesse do público pelos headsets VR. Embora a Oculus tenha acabado de lançar seu dispositivo no mercado e a HTC e a Sony ainda estejam preparando seus produtos, os sites de pornô já estão incentivando seus usuários a buscar mais informações por alguns aparelhos do tipo.

Ascensão virtual

No período entre janeiro e novembro de 2015, o site do Oculus Rift recebeu 2,7% do seu tráfego por meio de links vindos de páginas especializadas em vídeos eróticos. Na mesma época, os óculos Homido VR – um dos modelos que precisam de um smartphone para funcionar – tiveram 51,4% dos seus acessos partindo somente do site Virtual Real Porn.
Ao longo do ano passado, sites especializados em conteúdo pornográfico em realidade virtual passaram por um grande crescimento. Olhando apenas para as 10 páginas pornô com maior tráfego, é possível notar que houve um aumento de 202% no volume de acessos entre janeiro e novembro de 2015.
Junto ao filmes e softwares, a indústria de entretenimento adulto em realidade virtual tem seu crescimento acompanhado pelo aumento do interesse do público por “brinquedinhos” sexuais conectados – os chamados teledildonics. Um dos melhores exemplos disso é o Twerking Butt, a “bunda eletrônica” comercializada pelo PornHub. Segundo a SimilarWeb, o lançamento do dispositivo foi um sucesso e atraiu 910 mil pessoas para o seu site do dispositivo.
Saindo na frente
Com a chegada do Oculus Rift por nada singelos US$ 599 (cerca de R$ 2.393), parece razoável presumir que, mesmo quando a Sony e a HTC lançarem seus aparelhos, a maioria dos usuários terá que escolher apenas um deles para levar para casa. Como ainda não há muita informação a respeito da disponibilidade de conteúdo e recepção dos gadgets pelo público, é difícil de saber qual dos aparelhos vai levar vantagem.
Ainda assim, um dos aspectos que podem influenciar nessa decisão é justamente a disponibilidade de conteúdo pornográfico, aspecto em que o Rift – e provavelmente o Vive também – tem uma clara vantagem sobre o PlayStation VR. Por depender de uma conexão com o PS4, o headset da Sony só terá acesso a materiais aprovados pela empresa, que poderia barrar a publicação de qualquer filme ou software erótico.
Enquanto isso, a pornografia será proibida na loja oficial da Oculus, mas a natureza aberta do kit de desenvolvimento do aparelho abre uma brecha para que produções eróticas cheguem ao dispositivo “por fora”. Ainda que a HTC não tenha se pronunciado sobre o assunto, é provável que o Vive, por se conectar a um PC, siga a mesma linha adotada pela empresa do Rift.
Com o avanço da realidade virtual e dos teledildonics, quanto tempo você acha que vai demorar até surgirem androides sexuais como os do filme “IA – Inteligência rtifical”?